O ESPORTE COMO FERRAMENTA EDUCACIONAL

Atualizado: há 3 dias

Como desenvolver competências por meio do esporte? O que de fato é importante na vida da criança e do pré-adolescente? Como o esporte atua nessa educação?


Quando falamos sobre o potencial transformador do esporte muitos “comos” e “porquês” podem surgir em nossa mente. Para explicar tal processo educacional, precisamos entender que o esporte é um eficiente meio para impulsionar o desenvolvimento humano através do aprendizado de valores. Quer saber melhor como funciona esse caminho de aprendizado? Veja a seguir!


O ESPORTE COMO MEIO


Cada criança carrega em si um potencial, que pode e deve ser incentivado através do esporte. Ele pode desenvolver nas crianças e jovens competências pessoais, sociais, cognitivas e produtivas. Na educação pelo esporte, o utilizamos não como um fim, mas como um meio. Assim, não se trata apenas de ganhar, perder, medir competências ou ver quem é o melhor - como um fim -, mas sim como via, estratégia e, mais ainda, como um método de educar, desenvolver pessoas e seus potenciais.



O ESPORTE NO DESENVOLVIMENTO HUMANO


As contribuições do esporte vão além da dimensão física, ele auxilia na preparação das crianças e adolescentes para enfrentarem desafios no âmbito pessoal, social e profissional. No campo pessoal, são estimuladas competências como a autoestima, o autoconhecimento, o autocuidado. Na via social, capacidades como o espírito de equipe, a cooperação, a solidariedade. Também são incentivadas capacidades produtivas, como a criatividade e volatilidade. O esporte ainda, impulsiona o cognitivo do jovem, motivando a resolução de problemas. Assim, entendemos que ele promove o desenvolvimento humano como um todo.



POR QUE ENSINAR VALORES?


AUTOCONHECIMENTO

É fundamental desenvolver na criança o autoconhecimento, para que ela reconheça suas qualidades e limitações, conseguindo trabalhar em cima delas e estabelecer metas que a ajudem a alcançar os seus objetivos. O autoconhecimento é estimulado através da prática esportiva e pode auxiliar na compreensão de suas potencialidades e também das dificuldades que devem ser aperfeiçoadas, contribuindo, assim, para a melhora do rendimento esportivo e pessoal.


RESILIÊNCIA

Segundo, Luís Helena Trombeta (2000), conhecer a si mesmo é um dos fatores relacionados à resiliência, que pode ser definida como a “capacidade humana para enfrentar, sobrepor e ser fortalecido ou transformado por experiências de adversidade” (GROTBERG, 2002, pg 20). Outro fator importante, advindo do autoconhecimento, é o fato das crianças serem os agentes transformadores de suas próprias vidas, praticando a cidadania, compreendendo a realidade em que estão inseridos e a criar recursos internos e externos para lidar com obstáculos. Porém, o sucesso nesta formação dependerá grandemente do que as crianças julgam precisar melhorar, e essas ideias podem servir-nos para abordar o tema com elas (ALFONSO AGUILÓ).


É preciso que a criança localize esse valor nas atividades e reflita sobre o papel que desempenhou nela para, em seguida, perceber a necessidade de sua adoção e vivência no contexto familiar, escolar e social mais amplo.


PERSISTÊNCIA E PERSEVERANÇA

O esporte também possibilita que o adolescente se depare com uma série de situações adversas e obstáculos a serem superados, como os desafios técnicos a serem melhorados, o aprendizado de um estilo diferente, suas emoções, a necessidade de lidar com o cansaço durante a aula. Tudo isso, vai fazendo com que o jovem encontre maneiras de desenvolver recursos internos e externos para lidar com as dificuldades, o que está associado ao conceito de resiliência. Nesse sentido, uma vez tomada uma decisão, o jovem aprenderá a persistir em realizar as atividades necessárias para alcançar o que foi decidido, mesmo que surjam dificuldades internas ou externas, ou que diminua a sua motivação pessoal, avançando assim no conceito de perseverança.



ESPORTE COMO FERRAMENTA DE EDUCAÇÃO


A educação por meio da prática esportiva deve contudo ter consistência e método para conduzir o jovem nesse processo de desenvolvimento. Baseado na visão da Unesco, foram sugeridas quatro competências que servem de base para o processo pedagógico. Essas competências podem ser adquiridas e desenvolvidas pela vida toda, pois são fundamentais para viver, conviver, aprender, trabalhar e ser. São elas: aprender a ser, aprender a conhecer, aprender a fazer e aprender a conviver.


Aprender a ser

Este desenvolvimento é um processo de maturação contínua da pessoa, que começa pelo conhecimento de si mesmo, de sua identidade, para se abrir, em seguida, à relação com o outro e com o mundo. Aprender a ser é ir ao encontro de si mesmo e transformar as próprias potencialidades em realidades, construindo um projeto de vida que reflita e expanda todo o potencial que nascemos para ter. Cabe aos educadores e pais, levar os adolescentes a compreender o mundo que os rodeiam, os desafios que irão enfrentar e prepará-los para assumirem o papel de co-responsabilidade da sua vida, instigando neles a serem os próprios autores de sua história.


Aprender a conhecer

Aprender a conhecer não significa somente a acumulação de grandes quantidades de conhecimentos, mas a possibilidade de o indivíduo se expandir e aprofundar essa bagagem ao longo da vida. É preciso que ele tenha interesse, curiosidade e principalmente sinta prazer em aprender. E justamente este prazer de aprender o novo e de descobrir outros ângulos de visão que vai mobilizar e dinamizar a sua energia, ajudando a enfrentar os desafios da aprendizagem. É fato que sempre encontraremos desafios em todos os âmbitos da vida, por isso é tão importante não fugir e saber enfrentá-los. Sem o entusiasmo, a aprendizagem corre o risco de ficar reduzida a um ato mecânico, em que há uma assimilação de informações de forma passiva e apática, perdendo o valor e o sentido. O contrário acontece quando há uma recriação pessoal e ativa do conhecimento, pois é isto que dará significado a este processo. Assim, é necessário sempre ensinar ao jovem a pensar bem, torná-los capazes de fazer livremente o que devem, sendo conscientes das suas ações e sua importância.


Aprender a fazer

Aprender a fazer é colocar em prática o que aprendeu. Vencendo o medo de errar, a insegurança, a vergonha, é abrir-se para novas oportunidades de aprendizados.


Aprender a conviver

Aprender a conviver é um dos maiores desafios da educação, sair de si para pensar no outro. É convivendo que se aprende a conviver, e este é um desafio presente por toda a vida da pessoa, conviver é encontrar-se com o outro.


Para que uma pessoa possa partilhar de um verdadeiro diálogo, ela deve ser capaz de se colocar no lugar do seu interlocutor e compreender suas razões. Para isso, precisa conhecer a si mesma: como pensa, como age, como sente. Em outras palavras, aprimorar as competências pessoais e seu o autoconhecimento é indispensável para o aprender a relacionar-se. Só assim seremos capazes de identificar no outro uma pessoa que tem os mesmos direitos que atribuímos a nós.


Contudo, tais intervenções não serão efetivas se a família não participar deste processo, transmitindo valores coerentes com os trabalhos no contexto esportivo. Sabemos que a família é o principal modelo e agente de formação de valores, crenças, atitudes e comportamentos, portanto, ela deve ser a primeira a preocupar-se com o processo de educação de seus filhos, fazendo com que o contexto esportivo seja um ambiente que complementa e auxilia na formação e no desenvolvimento dos participantes. Dessa forma, espera-se que os valores trabalhados no contexto esportivo sejam fortalecidos e trabalhados nos outros ambientes que constituem a rede de apoio social e afetivo do indivíduo.



PROJETO FORMANDO CAMPEÕES NA VIDA

Como maneira concreta de trabalhar a educação através da natação como esporte, nós, Arena Club, desenvolvemos o projeto Formando Campeões na Vida, voltado para crianças e adolescentes de 9 a 12 anos e liderado pelos atletas Beatriz e Gabriel. Quer conhecer o projeto? Clique aqui e saiba mais.



Autoria: Beatriz Ribeiro. Líder do Projeto Formando Campeões na Vida.

@biaaa_ribeirooo



REFERÊNCIAS


RUBIO, Kátia; SANCHES, M. Simone. A prática esportiva como ferramenta educacional: trabalhando valores e resiliência. Educação e Pesquisa, São paulo, v. 37, n.4. p. 825, dez 2011.


HASSENPFLUG, W. Educação pelo Esporte – Educação para o desenvolvimento humano pelo Esporte. São Paulo: Saraiva/Instituto Ayrton Senna, 2004.


Educar o caráter/ Alfonso Aguiló Pastrana; tradução de Artur Padovan. 2 ed, Quadrante, São Paulo/2018.


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