NATAÇÃO E TDAH

Você conhece crianças que não conseguem parar de se movimentar ou falar, têm muita dificuldade de concentração e atenção, falta de organização e impulsividade? Esses comportamentos são constantes e chegam a níveis de atrapalhar o desempenho escolar, abalar o convívio familiar e prejudicar demais atividades? Essas características podem ser sinais de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Este transtorno, costuma ser notado nas crianças, mas pode se manter na fase adulta. A boa notícia é que há tratamento e atividade física pode somar muitos benefícios. Entenda como:

O QUE É TDAH?

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico muito comum, ocorrendo em 3 a 5% das crianças, em várias regiões diferentes do mundo em que já foi pesquisado. Os sintomas costumam se manifestar antes dos 7 anos de idade, sendo que em mais da metade dos casos, o transtorno continua na vida adulta, porém com sintomas de inquietude mais brandos.

Ele apresenta tipos distintos, podendo predominar os sintomas de desatenção, predominar os sintomas de hiperatividade e impulsividade ou ser ainda ser do tipo combinado, no qual todos os sintomas são evidentes. Casos de TDAH são mais comuns entre os meninos, isso pode acontecer devido as diferente características: enquanto meninos demonstram mais sintomas de hiperatividade, evidentes nos primeiros anos de vida, as meninas sofrem mais com déficit de atenção, que por muitas vezes só é notado na idade escolar.


Há casos de TDAH também ligados a outras comorbidades, como Autismo, TOD e Deficiência Intelectual. Em todas as faixas etárias, portadores do transtorno estão sujeitos a desenvolver distúrbios psiquiátricos simultaneamente, como ansiedade e depressão. Na adolescência, o risco maior está no uso abusivo do álcool e de outras drogas. Na fase adulta, mesmo com diminuição da agitação, há dificuldade de concentração, organização e sujeição a erros pela falta de atenção.



CAUSAS


Estudos apontam que há predisposição genética para o TDAH e alterações nos neurotransmissores (dopamina e noradrenalina), que fazem as conexões da região frontal com o resto do cérebro. A região frontal é a responsável pela pela inibição de comportamentos inadequados, como também pela atenção, memória, organização, planejamento e autocontrole.


As causas dessas alterações são variadas, podendo resultar de uma combinação entre fatores biológicos, ambientais, sociais e genéticos. De acordo com a Associação Brasileira do Deficit de Atenção, estudos já relacionaram o TDAH com causas hereditárias, substâncias ingeridas na gravidez, sofrimento fetal, exposição ao chumbo, entre outros fatores.



SINTOMAS


Falta de atenção: É comum a dificuldade de concentração, não conseguir manter o foco em uma atividade mental prolongada, distrair-se com estímulos externos e esquecer-se do que estava fazendo. Os indivíduos podem mudar de tarefas sem conseguir completar nenhuma, perder o interesse facilmente e ficar entediados. Também é frequente sofrer para organizar atividades, lembrar onde guardou os próprios pertences, seguir instruções, absorver informações, observar detalhes, cumprir regras e prazos. Essas características costumam prejudicar o processo de aprendizagem, o desempenho escolar e a atuação profissional.


Hiperatividade e impulsividade: A agitação incontrolável da hiperatividade fica clara em crianças tidas como muito “bagunceiras”, com extrema energia, inquietação, falam muito e têm dificuldade em fazer silêncio. Entre os comportamentos impulsivos, observa-se a impaciência, dificuldade de ouvir perguntas até o fim, pressa para falar, ansiedade, atitudes sem pensar e às vezes até agressividade.



DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO


O diagnóstico de TDAH é clínico, feito por especialistas (preferencialmente psiquiatras) e o tratamento normalmente consiste no uso de medicamentos e/ou psicoterapia. Os medicamentos reduzem a agitação e a impulsividade, enquanto a terapia ajuda a regular o comportamento. A análise comportamental para o diagnóstico pode levar tempo, pois é importante não confundir os sintomas do transtorno com comportamentos normais de uma criança saudável. Portadores de TDAH manifestam sintomas antes dos sete anos, os quais são evidentes em ambientes diferentes (casa, escola, lazer), de forma frequente e persistente ao longo do tempo.


Avaliações precipitadas podem levar a indicação desnecessária de medicamentos, o que não é bom para uma criança saudável. Indivíduos com o transtorno demonstram os efeitos benéficos do remédio em poucas semanas, mas também pode haver reações adversas leves no início do tratamento.


Além do acompanhamento de profissionais como médico/pediatra, neurologista, psiquiatra e psicólogo, a atividade física é muito benéfica para o tratamento do TDAH. Atividades físicas prazerosas são mais recomendadas, para motivar a continuidade e obter os benefícios.


BENEFÍCIOS DA NATAÇÃO PARA O TDAH


GASTO DE ENERGIA

Pessoas com TDAH sofre com inquietação. A Natação ajuda a aplicar este excesso de energia de maneira adequada e benéfica, além de trazer sensação de prazer e relaxamento.


DISCIPLINA

A atenção de portadores de TDAH costuma ser dirigida a atividades recompensadoras que dão feedback instantâneo. A natação é uma atividade prazerosa, com variados estímulos e conduzida de maneira lúdica para as crianças, o que ajuda a manter a motivação e desenvolver a disciplina. É comum também que pessoas com TDAH apresentam hiperfoco - uma concentração intensa e absorta em um único interesse por um período prolongado de tempo - que pode ser direcionado ao esporte e trazer grandes benefícios para toda a vida.


ATENÇÃO, MEMÓRIA E CONCENTRAÇÃO

A prática da natação atua na melhora da atenção, da memória e da concentração, uma vez que estimula um parte do cérebro menos desenvolvida em crianças com TDAH. Além disso, o trabalho cardiorrespiratório e o consequente aumento da oxigenação do cérebro impulsiona o raciocínio e ajuda no desempenho escolar.




BÔNUS: O CAMPEÃO OLÍMPICO COM TDAH


Michael Phelps é conhecido na Natação como O MAIOR DE TODOS OS TEMPOS.

Ele começou a fazer natação por influência da irmã mais velha e para tratar a sua hiperatividade. Hoje Phelps é o maior medalhista olímpico do mundo, com 28 medalhas em 5 jogos olímpicos, sendo 23 ouros, três pratas e dois bronze. Ainda possui 37 recordes mundiais.


Veja a emocionante fala do atleta sobre sua experiência como portador de TDAH.


FONTES:

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DO DÉFICIT DE ATENÇÃO - O que é TDAH

DRAUZIO VARELLA - TDAH

GRUPO ENEC - Esporte combate a hiperatividade

NEURO SABER - Características de jovens e crianças com TDAH



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