DISTÚRBIOS ALIMENTARES: O QUE FAZER?

Em tempos de grande ansiedade, podemos ter agravamento ou até mesmo o surgimento de doenças físicas e/ou emocionais. É importante e válido ressaltar que episódios de exagero ou comer emocional não caracterizam necessariamente que um indivíduo seja diagnosticado com um transtorno (ou distúrbio) alimentar.

Os Transtornos Alimentares caracterizam-se por inadequações no padrão, consumo e/ou no comportamento alimentar, trazendo a quem os porta, prejuízos clínicos, psicológicos e sociais. Suas causas podem ter muitas origens: genética, clínica, psicológica e sociocultural. Dessa forma, é imprescindível um tratamento interdisciplinar especializado.


A origem de uma alimentação inadequada muitas vezes não está relacionada à falta de recursos ou negligência do indivíduo, mas de fato, pode ser causada por uma condição de adoecimento psiquiátrico. Neste mês, em especial, especialistas do mundo todo se juntam para estudar e discutir sobre este tema.


O QUE É TRANSTORNO ALIMENTAR?


Transtorno alimentar é um transtorno mental que se define por padrões de comportamentos alimentares inadequados que afetam negativamente a saúde física e mental do indivíduo. De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) os transtornos mais comuns são: anorexia nervosa, bulimia nervosa e o transtorno de compulsão alimentar.


ANOREXIA NERVOSA é caracterizada pela baixa ingestão calórica, a partir de restrições rigorosas que geram extremo baixo peso corporal no contexto de idade, gênero, trajetória do desenvolvimento e saúde física. Ademais, ocorre a apresentação do medo mórbido de engordar e perturbações quanto ao peso e à forma corporal; comumente, pode haver distorção da imagem corporal.


BULIMIA NERVOSA é descrita, por episódios de compulsão alimentar (consumir uma grande quantidade de alimentos em curto espaço de tempo) que acontecem periodicamente com comportamentos compensatórios inadequados. A característica mais evidente de pacientes bulímicos é a sua peculiar relação com a comida, cuja sensação é a de completa perda de controle. Esses episódios costumam acontecer às escondidas, preferencialmente quando a pessoa está sozinha, mas são acompanhados dos sentimentos de culpa, vergonha e de muito medo de engordar.


TRANSTORNO DA COMPULSÃO ALIMENTAR é caracterizado pela presença e episódios de compulsão alimentar acompanhado de uma sensação de falta de controle sobre a capacidade de comer. Após esses episódios é comum surgir sentimentos de aversão, depressão ou culpa. Alguns comportamentos são comuns a esses quadros, como roubar ou acumular comida em lugares estranhos e a realização de rituais para as sessões de compulsão. [Fonte: Associação Brasileira de Transtornos Alimentares]




QUAIS SÃO AS CAUSAS?

Os transtornos alimentares têm origens complexas, podendo reunir uma série de aspectos para seu surgimento, sendo eles: preocupação excessiva com peso e forma corporal, devido a um padrão de beleza; vulnerabilidade psicológica, histórico familiar, genética, adoção de dietas restritivas. Também são fatores de risco: sexo, etnia, problemas alimentares na infância, auto avaliação negativa, história de abuso sexual e/ou transtornos psiquiátricos podem ser desencadeadores, mantenedores e perpetuadores da doença.



COMO TRATAR?

O diagnóstico de transtornos alimentares é realizado por médico psiquiatra sendo o paciente assistido por psicólogo e nutricionista especializados neste assunto (para alguns casos outras especialidades médicas são necessárias). Profissionais de Educação Física e Fisioterapia também podem compor a equipe interdisciplinar.



ATIVIDADE FÍSICA: UMA ALIADA NO TRATAMENTO

Junto ao acompanhamento de psicológico, nutricional e demais especialidades necessárias para restabelecer a saúde, a prática de atividade física pode ajudar na recuperação, pois ela traz benefícios relacionados às causas que levam aos transtornos alimentares. Além disso, também ajuda no tratamento consequências físicas das doenças.


DIMINUI A ANSIEDADE E OS SINTOMAS DA DEPRESSÃO - Praticar exercícios ajuda na regulação do humor no cérebro, diminui o estresse e atua na diminuição dos sintomas ansiedade e depressão. Isto contribui na diminuição da impulsividade alimentar e na percepção da autoimagem.


REGULA AS FUNÇÕES DO ORGANISMO - A prática de atividade física atua na regulação das funções do organismo, inclusive as hormonais. Diminui os riscos de doenças cardiovasculares e metabólicas e ainda aumenta a imunidade do corpo.


REGULA O PESO - A atividade física controlada auxilia tanto na eliminação do sobrepeso quanto no ganho de massa para quem está com subpeso, fortalecendo o corpo.


AJUDA A REGULAR O APETITE - A regulação das funções corporais inclui os sinais hormonais ligados à fome, ao apetite e à saciedade. O excesso de gordura máscara a saciedade, pois bloqueia a glândulas cerebrais responsáveis pelo apetite, então ao “queimar” gordura, o excesso de fome é controlado no cérebro. Ao mesmo tempo, o gasto calórico do exercício pede uma reposição de energia, o que auxilia na regulação de quem está abaixo do peso também, sendo bastante eficaz junto ao tratamento psicológico em relação aos bloqueios de alimentação do indivíduo.


MELHORA A AUTOESTIMA E AUTOIMAGEM - A atividade física aumenta a sensação de bem estar, melhora autoestima e a auto imagem. Junto ao acompanhamento psicológico, que tratará a visão distorcida e o culto excessivo ao corpo, essa prática conduz o indivíduo a se sentir bem em relação ao seu corpo de maneira saudável.


Além de auxiliar no tratamento de distúrbios alimentares complexos, a prática de atividade física também ajuda a regular compulsões alimentares mais leves provocadas pela ansiedade e estresse. Contudo, em casos de tendência a transtornos que levam a perda de peso, é importante evitar exercícios predominantemente aeróbicos e realizar atividades de ganho de força e massa muscular.

Vale ressaltar que assim como indicamos profissionais especializados para seu psicológico e nutricional, também destacamos a importância de ter orientação profissional capacitada para a praticar atividade física, para que ela seja realmente adequada às suas necessidades e traga benefícios reais sem riscos de lesões.


Texto revisado por Maria Aparecida Ferreira da Silva Bonfim - Nutricionista Clínica e Comportamental, especialista em Transtornos Alimentares.

Nosso sincero agradecimento pela revisão e contribuição.

Conheça a especialista clicando aqui.

FONTES:


Alvarenga M, organizadora. Nutrição comportamental. Barueri: Manole; c2019. xxv, 596p.

ALVARENGA, Marle dos Santos; DUNKER, Karin Louise Lenz; PHILIPPI, Sonia Tucunduva. Transtornos alimentares e nutrição: da prevenção ao tratamento. [S.l: s.n.], 2020.


ASTRAL - Associação Brasileira de Transtornos Alimentares

IESPE - Exercício físico e apetite.

EINSTEN - Atividade física e pacientes com transtorno alimentar

ESPAÇO KONSENTI - Transtornos alimentares

PLENAMENTE - O que são transtornos alimentares

VITTUDE - Distúrbios alimentares

MANUAL MSD - Introdução aos transtornos alimentares

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